Todos que conhecem usinagem, conhecem diretamente o nome Sandvik.
Você pode não usar, não gostar, não indicar, mas que o nome Sandvik faz parte do universo da usinagem, assim como outras marcas tradicionais, isto é inegável.
E hoje a Sandvik anunciou que deixará de produzir pastilhas de metal duro no Brasil. A sua produção será transferida para outros países.
Isto é triste, deprimente, horrível e inaceitável.
A Sueca Sandvik faz parte da história moderna da usinagem no Brasil.
O governo tinha a obrigação de protegê-la. Assim como deveria ter feito com a Brassinter. Assim como deveria fazer com muitas outras empresas.
Proteger só montadoras é um erro que segue acontecendo. Dependemos das montadoras, sim, mas só fabricar carros é um erro. Temos que fabricar de tudo. Não devemos nos render à exploração e à corrupção. Devemos nos estruturar como potência geradora de postos de trabalho. E quando a Sandvik fecha, diversos profissionais ficam sem emprego. Isto mesmo: menos emprego. Mais importação. Balança comercial desfavorável.
As fábricas devem permanecer. O governo deve incentivar e proteger as indústrias.
O governo está enforcando o empresário, mas já chegou o momento que o mesmo está se enforcando.
A Sandvik continuará no Brasil. Mas não como fábrica. Somente como distribuição de produção realizada em outros países. Isto é desastroso.
Eu visitei a Sandvik e tenho colegas que lá trabalham. Espero que os postos de trabalho sejam remanejados e que as máquinas tornem-se produtivas em outras fábricas, caso sejam vendidas.
É isto, estamos afundando a secular Sandvik. Mas eles são vitoriosos. Isto não pode ser visto como derrota, mas sim como estratégia de sobrevivência.
Derrotado é o lugar que permite o êxodo de empresas, fechando postos de trabalho.